Dislalia o que é?
Dislalia – Conheça Melhor este Transtorno da Linguagem: Certamente você já deve ter lido um gibi, uma tirinha, ou visto algum desenho da turma da Mônica, onde o personagem Cebolinha costuma trocar as letras “R” e “L”. Esse distúrbio pode acontecer na vida real e atinge tanto crianças quanto adultos.
Durante a primeira infância, por não conhecer as palavras e fonéticas corretas, é comum que a criança comece a falar errado, trocando algumas letras e até mesmo inventando novas combinações; entretanto, se isso sair do controle, podemos estar falando da chamada Dislalia. Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre esse distúrbio da fala.
O distúrbio, tipicamente conhecido pela troca de letras, também pode caracterizar-se pela omissão de letras; assim, a criança afetada poderá falar “biito” ao invés de bonito, “tebisão” para televisão, “peto” para a cor preta, “balata” para barata, “lato” para rato, e assim por diante.
Dislalia – Causas
Diversas causas podem levar ao desenvolvimento da dislalia, sendo elas:
Lábio leporino;
Histórico de infecção congênita na famÃlia;
Falta de oxigenação cerebral durante o parto;
IcterÃcia;
Meningite;
Alterações emocionais;
Herança genética;
Paralisia cerebral;
Hidrocefalias;
SÃndromes de Down, Williams e distrofia muscular progressiva de Duchenne;
Alteração na arcada dentária;
Dificuldades respiratórias;
Enfermidades do sistema nervoso central.
Dislalia – Tipos
Existe um total de quatro tipos conhecidos de dislalia, que podem variar de acordo com as causas do problema. São eles:
Dislalia Evolutiva: É a fase considerada “normal”, que pode durar até os quatro anos da criança e geralmente some de maneira natural.
Dislalia Funcional: Ocorre quando há substituição de uma letra por outra na hora da fala, acrescentando ou distorcendo o som da palavra.
Dislalia Audiógena: Ocorre em casos de deficiência auditiva, onde a pessoa não consegue repetir o som.
Dislalia Orgânica: Ocorre quando o cérebro da criança é lesionado, impedindo a fala correta. Este tipo pode surgir também quando existem alterações estruturais na boca ou na lÃngua, que dificultam a pronúncia.
Vale ressaltar que não se deve falar errado com a criança. Caso ela faça uma pronúncia incorreta, é recomendado que você a corrija sutilmente, pois incentivar a fala errada pode estimular o desenvolvimento do transtorno de linguagem.
Dislalia – Tratamento e Prevenção
Após ser diagnosticada por um profissional especializado, a criança receberá o tratamento adequado, de acordo com a causa apontada pelo médico responsável. As medidas adotadas variam de sessões de fonoaudiologia – para melhorar a fala, desenvolver técnicas que facilitem a linguagem, a percepção e interpretação dos sons, e estimular a capacidade de elaborar frases – até uma avaliação com Otorrinolaringologistas ou psicólogos.
Nos casos de dislalia que envolvem problemas neurológicos em sua origem, o tratamento também deve incluir psicoterapia. Já nos casos associados a problemas de audição, pode ser necessário o uso de aparelhos auditivos.
Para prevenir o surgimento e a evolução do distúrbio da fala, é recomendado que os pais ou responsáveis que convivem com a criança não achem graça de seu jeito de falar, nem ridicularize-a por conta da sua pronúncia errada, pois isso pode reforçar o problema ou criar um sentimento de inferioridade
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